quarta-feira, 14 de abril de 2021

Alfazema

Gosta do clima mediterrânico pelo que a encontramos no sul da Europa onde cresce espontaneamente e em Portugal nasce nos campos do centro e sul . É conhecida desde tempos remotos pelo seu perfume fresco e limpo e até chegou a ser o aditivo de banho preferido dos gregos e romanos. Durante as duas guerras mundiais do século XX, a alfazema ou lavandula foi utilizada para limpar os ferimentos dos soldados. Actualmente, nós utilizamo-la para perfumar a roupa, em cómodas e roupeiros, como sabonete, gel e sais de banho,mas também a queimamos, já seca, para perfumar e purificar o ar.Segundo dizem, são múltiplas as suas aplicações medicinais mas, confesso,só a uso para perfumar o ambiente.

O Rosmaninho

Encontramo-lo em Portugal durante os meses de Primavera e Verão. O campo cobre-se de cores, o ar enche-se de perfume e nem sequer é preciso ter um nariz muito apurado pois os aromas que andam no ar são perceptíveis à distância. Encontram-se cinco espécies de rosmaninho em Portugal todos eles pequenos arbustos lenhosos, facilmente identificáveis pelo aroma e pelas espigas violetas que coroam a pequena copa.Prefere o clima mediterrânico mas encontramo-lo por quase todas as regiões do país, tingindo de violeta enormes extensões de terrenos incultos por todo o sul, interior e oeste portugueses. No Algarve, é famoso o mel de rosmaninho das serras de Silves e do Caldeirão.

Alecrim

Imagem do Google
O alecrim também é um arbusto comum na região do Mediterrâneo, à semelhança dos anteriores, cresce em terrenos situados até aos 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Em Portugal existe um pouco por todo o território. Os romanos designavam-no como rosmarinus, devido ao seu aroma característico, que em latim significa "orvalho do mar". O nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies, nomeadamente o rosmaninho, que possui exactamente o étimo rosmarinus. No entanto, estas espécies, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus e Lavandula,e apresentam diferenças quanto à forma, cor e inserção da flor. É um arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul, lilás ou esbranquiçada.Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins. Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais e religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colónia, pois contém tanino, óleo essencial, pineno, cânfora e outros princípios activos que lhe conferem propriedades excitantes, tónicas e estimulantes. A sua flor é muita apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel. ( texto adaptado da wikipédia)

A Esteva

Com a chegada da Primavera, com o renascer da Natureza, aparece a serra coberta de um enorme manto branco. Flores de pétalas imaculadas, outras marcadas por um pequeno coração vermelho-sangue e outras, ainda, róseas. Toda a Natureza se prepara para noivar. Muito menina ainda comecei a subir esta serra que tanto amo e a observá-la coberta de estevas floridas expostas à impiedosa soalheira ou aos invernos chuvosos e frios que também por aqui se fazem sentir. E, contra tudo e contra todos, consegue sobreviver! Arbusto perseverante rasga o solo por entre as fendas rochosas e instala-se cobrindo as encostas destes cerros meridionais outrora deixadas nuas para aquecer as humildes casas serranas. O seu aroma vigoroso enche as noites quentes de Verão e as as suas folhas, cobertas de goma brilhante,envernizadas, criam, a pouco e pouco, sombra onde os coelhos, as lebres e as perdizes, assim como as suas crias, se furtam das vistas das águias ou escapam da desidratação provocada pelas altas temperaturas dos longos estios. Imagens extraídas da net

Também o javali , ou porco javardo como aqui lhe chamam, encontra refúgio e comida revolvendo o solo rico em insectos e larvas assim como a galinhola, escapada aos frios setentrionais. Estas flores, que atraem as abelhas, que fabricam o famoso mel do Caldeirão,também ajudam a cerva a dar mais leite à cria e darão as cápsulas que irão ajudar o cervato a fazer-se veado, senhor da serra, cujo berro encherá os vales no mês de Setembro. Da esteva, da modesta e pobre esteva, brotou a esperança desta gente que aqui viveu e ainda vive. Com ela se aqueceu, durante séculos, o forno que cozeu o pão , assou o cabrito ou o porco, cozeu os bolos caseiros de trigo colhido nestas terras agora quase abandonadas porque os que cá estão já somam muitos anos. Por entre este matagal, irrompem azinheiras e sobreiros, nascidos das landes e bolotas deixadas cair pelos gaios, pombos ou outros quaisquer pássaros que sobrevoam esta serra que se estende por vários concelhos algarvios.

A sobreira

Sobreiros
Serra do Caldeirão
Fábrica Pelcor ( S. Brás de Alportel) ( malas, carteiras, sombrinhas, chapéus... de cortiça) Na foto, a administradora, Drª Sandra Correia Fotos do Google
Assim se designam, popularmente, os sobreiros na Serra do Caldeirão. Sobro ou chaparro são outras designações usadas para referir as mesmas árvores e esta última é a mais utilizada, popularmente, no Alentejo. É uma árvore da família do carvalho, cultivada no sul da Europa, e a partir da qual se extrai a cortiça. Fez parte do manto vegetal espontâneo desta região desde tempos muito remotos, onde se encontravam frondosas florestas, e passou a ser cultivado devido ao revestimento que o seu tronco ganha. A cortiça extrai-se de nove em nove anos, pois a árvore, durante este período, recupera uma nova camada de casca com idêntica espessura. A cortiça é utilizada no fabrico de isolantes térmicos e sonoros de aplicação variada, na produção de rolhas para engarrafamento de vinhos, aguardentes, licores, na confecção de malas, chapéus, sombrinhas, carteiras... As folhas do sobreiro são de cor verde escura e o seu fruto, como noutras árvores da mesma família, é a bolota, designada essencialmente por lande ou glande e serve, sobretudo, para a alimentação dos porcos que, criados em montados, criam uma carne muito saborosa da qual se fazem excelentes exchidos e presuntos. O porco preto, assim alimentado, tem uma carne muito macia e dela se fazem muitos pratos típicos alentejanos. O sobreiro distribui-se essencialmente pela Península Ibérica e por alguns locais mais húmidos do norte de África. Em Portugal , o maior produtor mundial de cortiça, predomina a sul do rio Tejo, surgindo naturalmente associado ao pinheiro bravo nos terrenos arenosos da Península de Setúbal, Vale do Sado e litoral sotavento algarvio; à azinheira nalgumas regiões do interior alentejano, zona nascente da serra algarvia, Tejo Internacional e Douro Internacional; ao carvalho-cerquinho na Estremadura, Alentejo Litoral e Monchique; ao carvalho-das-canárias na região de Odemira-Monchique; ao carvalho-negral em alguns pontos da Beira Interior e Alto Alentejo, como as Serras da Malcata, São Mamede e Ossa. Surge ainda em alguns pontos de clima atlântico com pluviosidades extremamente elevadas, como na Serra do Gerês, onde predomina nas encostas mais soalheiras. O sobreiro é uma espécie que requer humidade e solos relativamente profundos e férteis, embora também tolere temperaturas altas e períodos secos de três a quatro meses, típicos do clima do sul de Portugal. S. Brás de Portugal, vila do barrocal algarvio, continua a ser um importante centro corticeiro embora o número de fábricas seja actualmente bastante menor do que acontecia no passado. Daqui saíram muitos industriais, no século passado, que se estabeleceram na zona industrial de Lisboa / Barreiro/ Setúbal ( Barreiro, Alhos Vedros, Montijo, Baixa da Banheira, Pinhal Novo, Seixal...).

O Medronheiro

O medronheiro é um arbusto ou pequena árvore de folha persistente que pode atingir os 8 a 10 metros de altura, embora raramente passe dos 5.Possui ramos erectos e copa arredondada, dotada de um tronco coberto por uma casca castanha ou vermelha que se solta nas árvores mais antigas. As suas folhas são muito parecidas com as do loureiro e medem entre 4 a 11 cm de comprimento. Elípticas, apresentam uma cor cinzento - esverdeada e são muito brilhantes. A parte superior da folha é mais escura e a inferior mais clara. As flores são brancas com toques cor-de-rosa, pequenas e surgem no Outono em cachos pendentes de até 20 flores. Os frutos são umas bagas redondas e verrugosas que surgem nos raminhos verdes dando cor à árvore, uma vez que nascem amarelos e, progressivamente, vão-se tornando vermelhos. O Medronheiro desenvolve-se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos, da Península Ibérica à Turquia. Os frutos são utilizadas para fazer licores, aguardentes e conservas. Em Portugal cultiva-se como árvore de fruto e como árvore ornamental, já que quando está carregadinha de frutos e flores é uma árvore muito bonita. O fruto é comestível e com ele pode-se preparar uma aguardente de excelente qualidade (aguardente de medronho). As folhas são usadas na medicina popular pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas. As folhas e a casca são muito ricas em taninos e eram usadas para curtir peles. A sua madeira é apreciada para fabricar carvão vegetal. O medronheiro é uma espécie muito frequente da serra algarvia ( Caldeirão e Monchique).
Adaptado do Google

domingo, 2 de outubro de 2011

Poejo

Poejo
Originário da Europa ou da Ásia é uma espécie de menta muita difundida no nosso continente. Alguns povos da Antigüidade usavam-no  para confeccionar coroas utilizadas em cerimónias religiosas e os antigos chineses também já faziam referências às suas virtudes calmante e antiespasmódica.
É uma planta vivaz, perene, de 30 a 50 cm de altura, com talos erguidos ou prostrados, folhas pequeninas, verde escuras, flores brancas ou lilases. A planta liberta um aroma adocicado, agradável. Gosta de solo húmido, exposto ao sol ou meia sombra.
Utilizam-se as folhas, os talos e as flores. 
O poejo actua como digestivo, expectorante e antiespasmódico. É bom cicatrizante e anti-séptico, devido ao seu óleo essencial e taninos, além da carvona, pulegona e mentol.
É utilizado para aliviar azia, fraqueza estomacal, enjôos, má digestão, flatulências, cólicas abdominais, nervosismo, inflamação intestinal, insónia, irregularidades menstruais e tosses catarrais. É também um excelente coadjuvante para estados gripais. A infusão é feita na proporção de 2 colheres de sopa para um litro de água fervente e devem tomar-se 3 chávenas por dia. A ingestão da planta também é indicada no combate a vermes intestinais. Um escalda pés de poejo também é excelente para alívio da gripe e resfriados.
Aplicado sobre picadas de insectos ajuda a aliviar a dor e é um bom repelente para traças. Uma cama de poejo nas cabanas dos animais ajuda a afastar as pulgas. Bom repelente de insectos.
O poejo presta-se a um delicioso banho estimulante: ferver 100 g de folha em 2 litros de água por 10 minutos. Coa-se e dissolvem-se duas colheres de sal grosso na água. Acrescenta-se, depois, à  água da banheira.
 Do poejo também se fazem uns bons chás refrescantes de Verão e também é usado nos molhos de menta para acompanhar carnes de carneiro e ovelha. Os algarvios e os alentejanos usam-no na açorda, como erva aromática, e também na conservação das azeitonas britadas.
Usado nas viagens, dentro dos sapatos, evita enjôos de ar e mar. Chamam-lhe erva da paz pois , segundo dizem os antigos, plantada perto da casa acaba com as brigas. Traz saúde e alegria para as famílias.
Como as demais mentas, o poejo não deve ser consumido em grandes quantidades, pois a pulegona contida na planta pode exercer acção paralisante.