domingo, 2 de outubro de 2011

Poejo

Poejo
Originário da Europa ou da Ásia é uma espécie de menta muita difundida no nosso continente. Alguns povos da Antigüidade usavam-no  para confeccionar coroas utilizadas em cerimónias religiosas e os antigos chineses também já faziam referências às suas virtudes calmante e antiespasmódica.
É uma planta vivaz, perene, de 30 a 50 cm de altura, com talos erguidos ou prostrados, folhas pequeninas, verde escuras, flores brancas ou lilases. A planta liberta um aroma adocicado, agradável. Gosta de solo húmido, exposto ao sol ou meia sombra.
Utilizam-se as folhas, os talos e as flores. 
O poejo actua como digestivo, expectorante e antiespasmódico. É bom cicatrizante e anti-séptico, devido ao seu óleo essencial e taninos, além da carvona, pulegona e mentol.
É utilizado para aliviar azia, fraqueza estomacal, enjôos, má digestão, flatulências, cólicas abdominais, nervosismo, inflamação intestinal, insónia, irregularidades menstruais e tosses catarrais. É também um excelente coadjuvante para estados gripais. A infusão é feita na proporção de 2 colheres de sopa para um litro de água fervente e devem tomar-se 3 chávenas por dia. A ingestão da planta também é indicada no combate a vermes intestinais. Um escalda pés de poejo também é excelente para alívio da gripe e resfriados.
Aplicado sobre picadas de insectos ajuda a aliviar a dor e é um bom repelente para traças. Uma cama de poejo nas cabanas dos animais ajuda a afastar as pulgas. Bom repelente de insectos.
O poejo presta-se a um delicioso banho estimulante: ferver 100 g de folha em 2 litros de água por 10 minutos. Coa-se e dissolvem-se duas colheres de sal grosso na água. Acrescenta-se, depois, à  água da banheira.
 Do poejo também se fazem uns bons chás refrescantes de Verão e também é usado nos molhos de menta para acompanhar carnes de carneiro e ovelha. Os algarvios e os alentejanos usam-no na açorda, como erva aromática, e também na conservação das azeitonas britadas.
Usado nas viagens, dentro dos sapatos, evita enjôos de ar e mar. Chamam-lhe erva da paz pois , segundo dizem os antigos, plantada perto da casa acaba com as brigas. Traz saúde e alegria para as famílias.
Como as demais mentas, o poejo não deve ser consumido em grandes quantidades, pois a pulegona contida na planta pode exercer acção paralisante.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Sabugueiro

                                                  O Sabugueiro ( imagem do Google)


O Sabugueiro é uma árvore que cresce espontaneamente e muitos agricultores plantam-na para fazer sebes, à volta das vinhas ou junto às linhas de água. As suas bagas, depois de apanhadas e secas, são exportadas para Alemanha, Japão, Holanda... a fim de serem transformadas e servirem de corantes bem como para produtos farmacêuticos.
O fruto também se utiliza como aditivo ao vinho, para lhe dar cor, sendo a sua
baga do Sabugueiro uma das fontes de riqueza para os agricultores nos países em que é aproveitada agrícola e industrialmente.
As propriedades medicinais do sabugueiro são admiradas desde os tempos de Hipócrates (século V a.C.), considerado o maior médico da Antiguidade.
Este arbusto ajuda nas inflamações, é anti-diarreico e  baixa a temperatura do corpo sendo, por isso, também anti-pirético.
As folhas, amachucadas, podem ser aplicadas nos casos de queimaduras, retirando rapidamente a dor.
O chá das flores secas do sabugueiro é utilizado contra constipações, gripes, anginas e nas enfermidades eruptivas, como sarampo, rubéola e escarlatina, por provocarem rapidamente a transpiração.
O chá das cascas, raízes e folhas é indicado para combater a retenção de urina (efeito diurético) e o reumatismo. Além disso, o chá do fruto do sabugueiro purifica o sangue e limpa os rins.
Não vão longe os tempos em que eram colocadas nas portas e janelas das casas para impedir a entrada de males ,para proteger os defuntos das bruxas e espíritos maléficos.
Dizia-se que de sua madeira foi feita a Cruz do Calvário e, por esse motivo, acreditava-se que dava azar cortar um tronco de sabugueiro.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tomilho

O tomilho( Thymus) é uma planta que cresce espontaneamente   nos nossos campos e que gosta de solo ligeiro, bem drenado e exposto ao sol. Usado em culinária, fresco ou seco, o seu sabor ligeiramente picante dá bom paladar no tempero de saladas, marinadas, assados, grilhados, guisados ... Há quem o utilize também na confecção de licores e  até os monges são conhecidos pelo famoso elixir que fabricam, do qual um dos ingredientes é o tomilho.
Também é  muito usado em perfumaria, especialmente no fabrico de sabonetes. E ainda hoje, como antigamente, há quem o queime  para perfumar as casas e as igrejas...
O seu aroma, intenso, afugenta os insectos. Graças aos seus componentes, o tomilho possui propriedades anti-sépticas e exerce uma acção notável sobre os estados febris, as tosses e as bronquites. No caso de gengivas ou mucosas inflamadas, os gargarejos à base de tomilho fazem maravilhas, e existem inúmeras preparações farmacêuticas (xaropes, banhos-de-boca, inaladores, etc) que contêm um dos seus constituintes principais, o timol. Facilita ainda a digestão e descontrai os músculos, pelo que constitui um óptimo calmante do sistema nervoso, revelando-se, por isso, um eficaz antiespasmódico, sobretudo a nível dos intestinos e do estômago. Igualmente de salientar a sua acção benéfica em casos de angústia, stress e enxaqueca.
Nos casos de depressão, astenia e esgotamentos, os banhos quentes com tomilho são tonificantes e revitalizantes, um verdadeiro estímulo natural.