É uma planta vivaz, perene, de 30 a 50 cm de altura, com talos erguidos ou prostrados, folhas pequeninas, verde escuras, flores brancas ou lilases. A planta liberta um aroma adocicado, agradável. Gosta de solo húmido, exposto ao sol ou meia sombra.
Utilizam-se as folhas, os talos e as flores.
O poejo actua como digestivo, expectorante e antiespasmódico. É bom cicatrizante e anti-séptico, devido ao seu óleo essencial e taninos, além da carvona, pulegona e mentol.
É utilizado para aliviar azia, fraqueza estomacal, enjôos, má digestão, flatulências, cólicas abdominais, nervosismo, inflamação intestinal, insónia, irregularidades menstruais e tosses catarrais. É também um excelente coadjuvante para estados gripais. A infusão é feita na proporção de 2 colheres de sopa para um litro de água fervente e devem tomar-se 3 chávenas por dia. A ingestão da planta também é indicada no combate a vermes intestinais. Um escalda pés de poejo também é excelente para alívio da gripe e resfriados.
Aplicado sobre picadas de insectos ajuda a aliviar a dor e é um bom repelente para traças. Uma cama de poejo nas cabanas dos animais ajuda a afastar as pulgas. Bom repelente de insectos.
O poejo presta-se a um delicioso banho estimulante: ferver 100 g de folha em 2 litros de água por 10 minutos. Coa-se e dissolvem-se duas colheres de sal grosso na água. Acrescenta-se, depois, à água da banheira.
Do poejo também se fazem uns bons chás refrescantes de Verão e também é usado nos molhos de menta para acompanhar carnes de carneiro e ovelha. Os algarvios e os alentejanos usam-no na açorda, como erva aromática, e também na conservação das azeitonas britadas.
Usado nas viagens, dentro dos sapatos, evita enjôos de ar e mar. Chamam-lhe erva da paz pois , segundo dizem os antigos, plantada perto da casa acaba com as brigas. Traz saúde e alegria para as famílias.
Como as demais mentas, o poejo não deve ser consumido em grandes quantidades, pois a pulegona contida na planta pode exercer acção paralisante.